| Soluções
para o cliente
Prof. Gretz
Em uma roda de amigos, um homem estava
contando vantagens sobre sua excelente visão, dizendo
que apostava como ninguém ali enxergava melhor do
que ele. Nisso, um dos presentes levantou a mão e
disse:
"Vamos ver qual de nós é
capaz de ver antes dos outros o primeiro raio do sol nascente?
Duvido que você veja antes de mim."
Todos riram muito, porque o desafiante
era míope e usava óculos. Então resolveram
esticar a conversa, que estava animada, para esperar a hora
de amanhecer o dia e então fazer o tira-teima. Por
volta de 4 horas da madrugada foram todos para uma planície
descampada e começaram a olhar para o nascente, à
espera do astro-rei. O desafiante, porém, ficou de
costas para todos os outros, sentado numa pedra, olhando
para o oeste. Foi aí que todos riram e zombaram mais
ainda, dizendo que o rapaz, além de míope,
era louco.
De repente, ele começou a gritar:
"Olha lá, o raio do sol!"
Surpresos, os outros voltaram os olhos
para o poente e viram que, de fato, um brilho de luz clareava
ao longe, vindo do nascente por cima das nuvens e das montanhas.
Era o primeiro raio de sol.
Lidar com as mudanças
Fala-se muito em transformações
no mundo de hoje. Nunca foram tão rápidas,
todos sabem. Mas nem sempre percebemos os impactos que as
mudanças na tecnologia, na realidade econômica
e no cenário empresarial trazem ao nosso dia-a-dia.
A não ser quando os efeitos já estão
muito evidentes. Talvez porque estejamos olhando para o
lado errado...
Quem fica a reboque das transformações,
quando chega a perceber o que aconteceu não vê
que outros impactos já estão se armando. Quando
o sol levanta-se no horizonte, há algum tempo seus
raios já estão iluminando o novo dia.
Não adianta estarmos informados
sobre as mais recentes invenções, se não
estivermos atentos às tendências de mudança
nos detalhes mais cotidianos. Pouco adianta saber o que
está mudando se nossos próprios hábitos
não se transformarem também.
Na vida profissional, saber lidar com as
mudanças é uma poderosa vantagem competitiva.
Fala-se muito na velocidade das telecomunicações,
da internet, da informação em tempo real.
Mas será que estamos interagindo em tempo real com
o cliente? Fala-se muito em bancos de dados e em atendimento
customizado, mas será que estamos realmente conhecendo
o perfil das pessoas com quem queremos fazer negócio?
As novas tecnologias permitem comunicação
imediata com pessoas nos lugares mais distantes, mas será
que estamos sabendo realmente nos comunicar com aqueles
que estão mais próximos de nós? Estamos
compartilhando as informações com nossa equipe
e com a clientela? Estamos tratando os clientes como verdadeiros
parceiros do nosso negócio?
Escutar o que não é dito
O perfil do vendedor, há um bom
tempo, deixou de ser o de um anotador de pedidos. O vendedor
de hoje deve atuar como um verdadeiro consultor, assessorando
seu cliente na escolha correta dos produtos e serviços
capazes de satisfazer plenamente suas necessidades, e deve
continuar acompanhando o cliente depois que o negócio
é efetivado.
Esse é o conceito da "venda
consultiva", que acarreta uma nova visão do
profissional de vendas, novas exigências, novos papéis,
novas atitudes e novas habilidades. Mais do que nunca, o
aprendizado deve ser constante.
O profissional de hoje, para não
ficar a reboque das mudanças, precisa ser capaz de
analisar a realidade, definir rumos, estabelecer prioridades,
gerenciar informações, estreitar relacionamentos,
desenvolver parcerias, multiplicar contatos e relacionamentos.
Os canais constantes de comunicação
com a clientela são fundamentais para manter os clientes
satisfeitos. Só assim é possível a
fidelização, de que tanto se fala hoje. Sempre
gosto de dizer em minhas palestras que manter um cliente
antigo custa cinco vezes menos do que conquistar um novo
cliente.
O conhecimento é importante, mas
há três aspectos fundamentais para o profissional
de vendas:
Conhecer o seu produto (entendimento do
negócio)
Conhecer a si mesmo (autoconhecimento)
Conhecer a fundo as necessidades do Cliente.
Isso significa não só saber perguntar e saber
ouvir, mas até mesmo escutar o que não é
dito. Mais do que convencer o cliente, essa nova atitude
significa desenvolver soluções para ele. Olhar
a realidade por outros pontos de vista. Seguir os rumos
do sol pelos seus raios. Em vez de esperar o futuro raiar
no horizonte, ousar inventá-lo.
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